24 de Mai, 2026
Vereadora denuncia perseguição, e histórico judicial de ex-vereador volta ao centro do debate em Naviraí
21 de Mai, 2026

A vereadora Giovanna Silvério (PSD), de Naviraí, utilizou a tribuna da Câmara Municipal para denunciar uma suposta perseguição política após declarações feitas pelo gerente-geral do município, Fauzi Selem, envolvendo o irmão dela, o ex-vereador Adriano José Silvério. O episódio reacendeu discussões sobre os processos judiciais e condenações já atribuídas ao ex-parlamentar.

De acordo com as informações divulgadas, a situação teve início após Fauzi comentar em uma publicação da vereadora nas redes sociais. Na manifestação, ele mencionou os salários recebidos por Adriano no período em que acumulava funções na Prefeitura e na Câmara Municipal, além de citar denúncias de corrupção relacionadas ao ex-vereador.

Durante sessão da Câmara realizada em 14 de maio, Giovanna afirmou que o gerente-geral estaria adotando “condutas persecutórias, abusivas ou atentatórias à liberdade de manifestação política”. Após as declarações, Fauzi ingressou na Justiça com uma queixa-crime contra a parlamentar por suposta difamação e injúria.

O caso voltou a expor o histórico judicial de Adriano José Silvério. Conforme levantamento apresentado, ele possui 27 processos em tramitação na comarca de Naviraí, incluindo ações por improbidade administrativa e processos criminais relacionados a peculato.

Entre os episódios citados está a Operação Atenas, realizada em 2014 pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Estadual. A investigação apurou supostas irregularidades envolvendo pagamento de diárias na Câmara Municipal de Naviraí. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, vereadores teriam recebido valores referentes a viagens inexistentes ou com despesas superfaturadas. Adriano, que exercia o cargo de segundo-secretário da Casa na época, foi apontado como um dos investigados.

Em outubro de 2025, ele foi condenado em primeira instância nesse processo. A decisão judicial determinou ressarcimento de R$ 21,4 mil aos cofres públicos, suspensão dos direitos políticos por oito anos, aplicação de multa civil e proibição de contratar com o poder público pelo prazo de dez anos. Ainda cabe recurso da sentença.

Outro conjunto de ações judiciais envolve o período em que Adriano presidiu o Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Naviraí. Segundo os processos, ele teria utilizado convênios firmados com postos de combustíveis e empresas para abastecimento de veículos particulares e obtenção de vantagens custeadas com recursos do sindicato. Os valores apontados nesses casos ultrapassam R$ 27 mil.

Já a chamada “Operação Destilação Fracionada” investiga um suposto esquema de abastecimentos irregulares realizados por meio de cartões magnéticos vinculados à Prefeitura de Naviraí. Conforme o Ministério Público, Adriano é apontado como líder do grupo investigado. O prejuízo estimado no processo chega a R$ 218,6 mil, e o caso encontra-se em fase de alegações finais.

Segundo dados consultados no portal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, os valores relacionados aos desvios apontados em ações já sentenciadas superam R$ 245 mil, sem incluir os processos que ainda aguardam decisão judicial.

Da Redação, com informações de Top Mídia News

Foto: Reprodução




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