O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul realizou uma fiscalização técnica em uma obra de pavimentação e drenagem executada no interior do Estado.
A inspeção foi conduzida pelo Laboratório de Obras Rodoviárias (LABOR) e incluiu coleta de amostras do asfalto, extração de corpos de prova e ensaios laboratoriais.
A obra fiscalizada compreende 2.926,5 metros de pavimentação e drenagem de águas pluviais em vias urbanas. O investimento informado é de R$ 4.468.731 e o serviço beneficia mais de 3 mil pessoas.
Laboratório verifica qualidade do pavimento
Durante a fiscalização, a equipe analisou a espessura da camada asfáltica, o teor de ligante, a granulometria dos agregados e a densidade do material aplicado.
A responsável técnica pelo laboratório, Claudeny Santana, explicou que os ensaios complementam as auditorias do Tribunal.
“Nossa atividade é unificada ao trabalho de auditoria. Atuamos tanto nos levantamentos em campo quanto nas inspeções e nos ensaios laboratoriais. Nesta fiscalização, verificamos a qualidade e a quantidade da camada asfáltica aplicada, analisando a espessura do revestimento, o teor de ligante asfáltico, a granulometria dos agregados e a densidade do material.”
Segundo ela, os resultados permitem verificar se o pavimento foi executado conforme o projeto e se deve alcançar a vida útil prevista.
“Nosso objetivo é verificar a qualidade e a vida útil do pavimento. Esse controle influencia diretamente na durabilidade da obra e na qualidade da infraestrutura entregue à população.”
Fiscalização pode exigir correções
Após os ensaios, o laboratório elabora um relatório técnico que serve de base para as auditorias do TCE-MS.
O chefe da Divisão de Fiscalização de Obras, Serviços de Engenharia e Meio Ambiente, João Carneiro, afirmou que o trabalho permite avaliar a qualidade real do serviço.
“Após o trabalho da equipe é elaborado um relatório técnico com os resultados dos ensaios, que servirá como evidência para eventuais achados de auditoria. Mais do que verificar a conformidade da contratação, o laboratório permite avaliar a qualidade efetiva do serviço público prestado.”
Ele acrescentou que, quando problemas são identificados durante a execução, a empresa pode ser obrigada a refazer o serviço.
“Quando a fiscalização identifica irregularidades ainda durante a execução da obra, é possível determinar que a empresa refaça o serviço. Isso garante que a população receba uma obra com mais qualidade e maior vida útil.”
Processos analisados somam R$ 1,9 bilhão
No primeiro semestre de 2026, o LABOR também analisou documentos de processos que somam R$ 1.921.266.058,80 em recursos públicos.
A atuação preventiva inclui a verificação de editais, planilhas orçamentárias, projetos, custos unitários e exigências técnicas antes das licitações.
Segundo o Tribunal, esse trabalho ajuda a identificar riscos de sobrepreço, falhas de engenharia e restrições à concorrência antes do início das obras.
Da Redação
Foto: Assessoria