27 de Out, 2026
SED afasta diretor-adjunto preso por tentativa de homicídio em Jardim e abre procedimento administrativo
19 de Out, 2026

A Secretaria de Estado de Educação (SED) informou que determinou o afastamento de Alex Sandro Regmunt, de 48 anos, das funções exercidas na Escola Estadual Professor Antônio Pinto Pereira, em Jardim, após a prisão dele por tentativa de homicídio.

Alex atua como diretor-adjunto da unidade, conhecida como APP. Ele é servidor efetivo do município de Jardim, cedido ao Estado, e ocupava função comissionada na escola.

Segundo a SED, além do afastamento, foi determinada a abertura de um Procedimento Administrativo para averiguar o caso. A pasta informou ainda que, embora o episódio tenha ocorrido fora das dependências da escola, acompanha os desdobramentos conduzidos pelos órgãos de Segurança Pública.

O caso aconteceu no dia 8 de outubro, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão de uma Fiat Strada registrada em nome da esposa de Alex.

De acordo com o boletim de ocorrência, uma oficial de Justiça havia cumprido a ordem judicial e um motorista conduzia o veículo apreendido em direção ao Fórum quando foi interceptado por uma caminhonete.

A investigação aponta que Alex teria efetuado disparos contra a Fiat Strada. O motorista foi atingido e posteriormente socorrido pelo Corpo de Bombeiros.

No ponto onde ocorreram os tiros, a Polícia Militar encontrou cinco cápsulas deflagradas de calibre .380.

Na caminhonete conduzida por Alex, os policiais apreenderam uma pistola Taurus calibre .380, um revólver Taurus calibre .454 Casull e uma espingarda de pressão calibre 5,5 milímetros. A pistola aparece no registro policial como possível arma utilizada no ataque e foi encaminhada para perícia.

Disse estar sem medicação e ficou em silêncio

Durante o interrogatório na Polícia Civil, acompanhado por advogado, Alex foi informado de que poderia permanecer em silêncio ou apresentar sua versão sobre os fatos.

Ele afirmou possuir um laudo identificado como “F34” e disse que havia deixado de tomar parte das medicações ao longo daquele dia. Segundo o próprio investigado, havia retomado os medicamentos poucos minutos antes do depoimento e não se considerava em condições de organizar um relato sobre o ocorrido.

“Eu me reservo o direito de ficar em silêncio”, afirmou durante o interrogatório.

O advogado que o acompanhava também informou que não faria perguntas naquele momento.

A decisão de permanecer em silêncio é um direito constitucional do investigado e não pode, por si só, ser interpretada como admissão de culpa.

A Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante e registrou o caso, entre outras tipificações, como tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima, além de crime relacionado a arma de fogo.

As circunstâncias do ataque, a motivação e as qualificadoras atribuídas inicialmente ainda serão analisadas ao longo da investigação e do processo judicial.

Da Redação

Foto: Jardim News




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