03 de Jun, 2026
Sanesul antecipa obra de R$ 26 milhões para proteger Rio Formoso em Bonito
02 de Jun, 2026

A Sanesul anunciou a antecipação de uma obra de saneamento avaliada em R$ 26 milhões para retirar o lançamento do efluente tratado da bacia do Rio Formoso, em Bonito, e direcioná-lo para a bacia do Rio Miranda, considerada mais adequada para receber o volume tratado.

A medida foi divulgada durante as ações da Semana do Meio Ambiente e integra um conjunto de iniciativas voltadas à preservação ambiental do município, conhecido internacionalmente pelo ecoturismo e pelas águas cristalinas.

O projeto será executado em parceria com a Ambiental MS Pantanal e prevê a implantação de um emissário com cerca de 22 quilômetros de extensão, conectando a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Bonito à nova área de lançamento.

Segundo a Sanesul, o objetivo é reduzir os impactos ambientais sobre a bacia do Rio Formoso, considerada uma das principais referências turísticas e ambientais de Mato Grosso do Sul.

O diretor de Engenharia e Meio Ambiente da companhia, Leopoldo Godoy do Espírito Santo, afirmou que a obra representa uma antecipação de investimentos previstos originalmente para os próximos anos.

"Bonito deixou de ser apenas a joia de Mato Grosso do Sul. Hoje é uma referência nacional e mundial, o que exige uma atenção diferenciada e um olhar ainda mais cuidadoso sobre seus recursos naturais", afirmou.

A obra surgiu a partir de estudos realizados pelo Grupo de Trabalho do Rio Bonito, criado há cerca de dois anos pelo Governo do Estado, Prefeitura de Bonito, Sanesul e MS Pantanal.

Atualmente, o efluente tratado na ETE é lançado no Córrego Bonito, integrante da bacia do Rio Formoso. Com a nova estrutura, o lançamento passará a ocorrer na bacia do Rio Miranda, que possui maior capacidade hídrica.

"Estamos tirando o efluente tratado da bacia do Rio Formoso e levando para a bacia do Rio Miranda, que possui maior capacidade hídrica. É um investimento que estamos antecipando porque a sustentabilidade é uma prioridade e uma responsabilidade permanente", destacou Leopoldo.

Além da preservação ambiental, a companhia aponta impactos positivos na saúde pública e no desenvolvimento sustentável do município.

"Estamos falando de dignidade, qualidade de vida, saúde e meio ambiente. É um ciclo em que a água é captada, tratada, distribuída à população, retorna para tratamento e volta à natureza em condições adequadas, preservando os recursos para as futuras gerações", concluiu o diretor.

A expectativa é que a obra fortaleça ainda mais o posicionamento de Bonito como referência nacional em turismo sustentável e preservação ambiental.

Da Redação

Foto: Assessoria




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