20 de Jun, 2026
Rota Bioceânica coloca Mato Grosso do Sul no centro da logística internacional, diz Semadesc
19 de Jun, 2026

A consolidação da Rota Bioceânica como eixo estratégico para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul foi destaque nesta quarta-feira (18), durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP). Em painel dedicado ao tema, o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, apresentou os avanços do projeto, as oportunidades para o agronegócio e os desafios para a implantação completa do corredor logístico.

Segundo Falcette, a Rota Bioceânica representa uma mudança estrutural para a economia sul-mato-grossense, ao conectar o Estado aos mercados da Ásia e do Pacífico por uma alternativa logística mais eficiente e competitiva.

“O Corredor Bioceânico é muito mais do que uma obra de infraestrutura. Estamos estruturando uma nova plataforma de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul, capaz de reduzir custos logísticos, ampliar mercados e gerar oportunidades para toda a cadeia produtiva”, afirmou.

Um dos principais marcos do projeto, segundo o secretário, é a conclusão da ponte binacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai. A estrutura é considerada essencial para garantir a conexão terrestre entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, consolidando o acesso aos portos do Oceano Pacífico.

A expectativa é de que a nova rota aumente significativamente a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses no mercado internacional, especialmente no escoamento de commodities agrícolas, proteína animal e produtos industrializados.

“Com essa nova conexão logística, teremos maior eficiência no transporte da produção, ampliando a competitividade dos nossos produtores e fortalecendo a presença de Mato Grosso do Sul nos mercados internacionais”, destacou Falcette.

Entre os principais impactos esperados estão a valorização imobiliária em cidades estratégicas, a expansão da infraestrutura logística, a geração de empregos e o fortalecimento econômico de municípios como Porto Murtinho, Dourados e Campo Grande.

Além do setor logístico e industrial, a rota também deve impulsionar o turismo regional, especialmente em áreas ligadas ao Pantanal e ao Cerrado.

O secretário também destacou que o projeto ganha ainda mais relevância diante da ampliação das relações comerciais com mercados asiáticos. Atualmente, a China é o principal destino das exportações de Mato Grosso do Sul, com destaque para carne bovina e celulose. O bloco da ASEAN também surge como mercado estratégico para expansão.

“O Governo do Estado trabalha para que Mato Grosso do Sul esteja preparado para aproveitar todas as oportunidades que surgirão com a Rota Bioceânica. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos e fortalecimento da nossa presença no comércio internacional”, afirmou.

Falcette também pontuou os desafios para a consolidação do corredor logístico. Entre eles estão a harmonização das legislações aduaneiras, acordos fitossanitários entre os países envolvidos, integração dos sistemas de transporte e a qualificação de mão de obra para atender às novas demandas do setor.

A discussão integrou a programação do FIAP, evento que reúne lideranças do setor produtivo, especialistas e gestores públicos para debater os desafios e oportunidades da agropecuária brasileira diante da crescente demanda global por alimentos, energia e soluções sustentáveis.
 

Da Redação

Foto: Assessoria




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