Mato Grosso do Sul avança na preparação para integrar uma das principais novas rotas de comércio da América do Sul. A Rota Bioceânica deve conectar o Estado aos portos do Oceano Pacífico, ampliando o acesso a mercados da América Latina e da Ásia.
O tema ganhou novo impulso durante o Tarapacá Day, realizado em Campo Grande. O encontro reuniu autoridades brasileiras e chilenas, empresários e representantes de instituições públicas para discutir oportunidades comerciais, logísticas e turísticas ligadas ao corredor internacional.
A expectativa é que a nova ligação reduza distâncias e custos de transporte, aumentando a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses no mercado externo.
“Com o avanço do Corredor Bioceânico, seguimos construindo uma rota estratégica para conectar nosso Estado aos mercados do Pacífico, gerando desenvolvimento, competitividade e mais oportunidades para quem vive e empreende em Mato Grosso do Sul”, afirmou o governador Eduardo Riedel.
Estado busca atrair novos investimentos
A Rota Bioceânica ligará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Com isso, Mato Grosso do Sul deverá assumir uma posição estratégica no escoamento da produção do Centro-Oeste.
Além do agronegócio, a expectativa é de impacto em transportadoras, hotéis, restaurantes, comércio, turismo, serviços e pequenos negócios instalados nos municípios próximos ao trajeto.
A parceria com a região chilena de Tarapacá também pretende ampliar as relações entre empresas dos dois países e facilitar a aproximação com operadores portuários do Pacífico.
Municípios se preparam para novo fluxo
O Governo do Estado informa que trabalha em ações de infraestrutura, qualificação profissional e apoio ao setor produtivo para preparar os municípios que deverão receber maior circulação de cargas, trabalhadores e visitantes.
A proposta é evitar que o corredor seja apenas uma rota de passagem e ampliar os efeitos econômicos nas cidades sul-mato-grossenses.
“O resultado esperado precisa aparecer no custo menor para produzir e exportar, no negócio que conquista novos mercados, no hotel que recebe mais hóspedes, no restaurante que amplia seu movimento, no jovem que encontra emprego qualificado e no empreendedor que passa a vender para além da fronteira local”, destacou o governador.
Próxima etapa será transformar acordos em negócios
O desafio agora é converter os avanços institucionais e diplomáticos em investimentos, parcerias empresariais e novos projetos.
A expectativa é que a Rota Bioceânica fortaleça as exportações, estimule o turismo regional e gere oportunidades de emprego e renda em diferentes áreas de Mato Grosso do Sul.
O planejamento também deverá considerar os impactos sociais, ambientais e urbanos provocados pelo aumento do fluxo de veículos e pela expansão das atividades econômicas ao longo do corredor.
Da Redação
Foto: Assessoria