09 de Out, 2026
Riedel é reeleito com ampla vantagem, PL conquista Senado e três cadeiras na Câmara Federal em MS
05 de Out, 2026

O eleitor de Mato Grosso do Sul definiu neste domingo (4) uma nova configuração política para o Estado e confirmou a força do grupo político que atualmente comanda o governo estadual. Eduardo Riedel (PP) foi reeleito governador no primeiro turno com 914.323 votos, o equivalente a 67,07% dos votos válidos, e garantiu mais quatro anos à frente do Executivo estadual.

Riedel abriu uma vantagem superior a 590 mil votos sobre o segundo colocado, Fábio Trad (PT), que recebeu 322.807 votos, correspondentes a 23,68% dos votos válidos. João Henrique Catan (Novo) ficou em terceiro, com 98.677 votos (7,24%), seguido por Delcídio do Amaral (PRD), com 14.431 votos (1,06%).

Com o resultado, Mato Grosso do Sul não terá segundo turno para governador. Riedel, que assumiu o primeiro mandato eletivo em 2023, terá novamente José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), como vice-governador.

A eleição também produziu uma mudança significativa na representação do Estado no Senado Federal. As duas vagas em disputa ficaram com o Partido Liberal. O ex-governador Reinaldo Azambuja foi o candidato mais votado, com 903.554 votos (34,64%), enquanto Capitão Contar conquistou a segunda vaga, com 856.045 votos (32,82%).

A votação para o Senado marcou a saída de Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (PSB), que buscavam permanecer na Casa. Vander Loubet (PT) terminou em terceiro, com 361.920 votos (13,88%), seguido por Soraya, que recebeu 340.788 votos (13,07%). 

Na disputa pela Câmara dos Deputados, Camila Jara (PT) foi a candidata mais votada de Mato Grosso do Sul, com 154.157 votos. Marcos Pollon (PL) apareceu em segundo, com 140.129, seguido por Rose Modesto (União Brasil), com 124.409 votos.

Também foram eleitos Mara Caseiro (PL), com 120.199 votos; Rodolfo Nogueira (PL), com 103.303; Beto Pereira (Republicanos), com 77.485; Isa Marcondes (Republicanos), com 76.956; e Dagoberto Nogueira (PP), com 56.217 votos.

O resultado consolidou o PL como a maior força partidária da bancada federal sul-mato-grossense, com três deputados eleitos. Republicanos ficou com duas cadeiras, enquanto PT, União Brasil e PP elegeram um representante cada. ([Portal da Câmara dos Deputados][1])

Na Assembleia Legislativa, 24 deputados foram eleitos para a próxima legislatura. Zé Teixeira (PL) foi o campeão de votos, com 54.080, seguido por Paulo Corrêa (PL), com 44.541, e Caravina (PSDB), com 43.845 votos.

Entre os nomes eleitos também estão Zeca do PT (PT), Coronel David (PL), André Puccinelli (MDB), Ângelo Guerreiro (PSDB), Tiago Botelho (PT), Gianni Nogueira (PL), Odilon Ribeiro (PL), Gerson Claro (PP), Jamilson Name (PP), Daverson Matos (PL) e Londres Machado (PP).

A composição da nova Assembleia deverá manter uma presença expressiva de partidos de centro-direita, especialmente PL e PP, ao mesmo tempo em que preserva representantes de diferentes correntes políticas, como PT, PSDB e MDB.

No cenário presidencial, Mato Grosso do Sul também apresentou um resultado diferente da média nacional. Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato mais votado no Estado, com 873.351 votos, correspondentes a 58,60% dos votos válidos. Lula (PT) ficou em segundo, com 516.855 votos, ou 34,68%. Os dois candidatos avançaram para o segundo turno nacional, marcado para 25 de outubro. 

A eleição registrou 1.539.009 comparecimentos para governador em Mato Grosso do Sul, diante de 2.021.869 eleitores aptos. A abstenção chegou a 23,88%. Na disputa pelo governo, foram contabilizados 80.522 votos em branco e 95.189 nulos.

O resultado de 2026 desenha, portanto, um cenário de forte continuidade política em Mato Grosso do Sul. Eduardo Riedel seguirá no comando do Executivo estadual, enquanto Reinaldo Azambuja e Capitão Contar passarão a representar o Estado no Senado. Na Câmara Federal, o PL terá a maior bancada individual, e a nova Assembleia Legislativa deverá reunir uma maioria de partidos alinhados ao campo político que sustentou a candidatura de Riedel.

Mais do que a reeleição do governador, as urnas produziram uma mudança importante no equilíbrio de forças políticas do Estado, especialmente no Senado e na representação federal. A nova composição deverá influenciar diretamente a relação de Mato Grosso do Sul com o governo federal, a destinação de recursos para municípios e a articulação de projetos estratégicos para o Estado nos próximos anos.

 




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