04 de Jun, 2026
Pedro Kemp questiona contrato sem licitação para consignados dos servidores em MS
03 de Jun, 2026

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) apresentou, durante sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nesta terça-feira (3), um requerimento cobrando explicações do Governo do Estado sobre a contratação emergencial da empresa Salt Tecnologia Ltda para administrar o sistema de empréstimos consignados dos servidores estaduais.

Segundo o parlamentar, a empresa foi contratada sem processo licitatório e já enfrenta questionamentos no Paraná, onde um contrato semelhante foi alvo de investigação e chegou a ser suspenso pelo Tribunal de Contas daquele estado.

Durante pronunciamento na tribuna, Kemp questionou tanto a dispensa de licitação quanto os possíveis impactos financeiros da medida para entidades sindicais ligadas aos servidores públicos estaduais.

“Nós estamos aqui apresentando o requerimento de informações ao Governo do Estado, primeiro questionando por que dispensou a licitação e depois se realmente haverá esse ônus para as entidades dos servidores públicos. A administração fez um contrato sem licitação com a empresa Salt Tecnologia Limitada para administrar os empréstimos consignados dos servidores. Lá no Paraná, ela está sendo questionada por uma série de problemas administrativos. Inclusive, o Tribunal de Contas pediu para paralisar o contrato emergencial da empresa”, afirmou o deputado.

Kemp também criticou a cobrança de taxas sobre mensalidades sindicais descontadas diretamente na folha de pagamento dos servidores.

“Ela vai cobrar dos sindicatos, das entidades dos trabalhadores, porque exige o pagamento de uma taxa financeira individual para cada mensalidade sindical recolhida diretamente na folha de pagamento dos servidores”, declarou.

Segundo informações apresentadas pelo parlamentar, no Paraná a contratação da empresa foi alvo de denúncias envolvendo suspeita de “emergência fabricada” para justificar a dispensa de licitação.

Ainda conforme Kemp, sindicatos paranaenses acionaram o Ministério Público do Trabalho alegando que a cobrança das taxas poderia comprometer financeiramente as entidades representativas dos trabalhadores.

O requerimento apresentado pelo deputado solicita informações detalhadas sobre os critérios da contratação, os termos do contrato firmado e os impactos financeiros previstos para sindicatos e entidades ligadas ao funcionalismo estadual.

Da Redação

Foto: Assessoria




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