O Ministério Público de Mato Grosso do Sul deflagrou na manhã desta terça-feira (12) a Operação “Buraco Sem Fim”, que apura um suposto esquema de fraudes em contratos de tapa-buraco em Campo Grande. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão.
A investigação é conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a Unidade de Apoio à Investigação do CI/MPMS e a 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da Capital.
Entre os presos estão o ex-secretário municipal de Infraestrutura, Rudi Fiorese; os servidores da Sisep Mehdi Talayeh, Fernando de Souza Oliveira e Edivaldo Aquino Pereira; o engenheiro civil Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa; e o empresário Antonio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, proprietário da Construtora Rial.
Segundo o MPMS, a organização criminosa atuava fraudando medições de serviços de manutenção das vias públicas e promovendo pagamentos por serviços que não teriam sido executados integralmente.
As investigações apontam que os contratos e aditivos firmados entre 2018 e 2025 somam R$ 113,7 milhões.
De acordo com o Ministério Público, o esquema permitia o desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito dos investigados e comprometimento da qualidade das obras executadas nas ruas da Capital.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam pelo menos R$ 429 mil em dinheiro vivo. Conforme a investigação, R$ 186 mil foram encontrados na residência de Rudi Fiorese. Outros R$ 233 mil estavam em outro endereço alvo da operação.
A operação recebeu o nome “Buraco Sem Fim” em referência às constantes denúncias envolvendo problemas na manutenção das vias públicas e à suspeita de irregularidades recorrentes nos contratos de tapa-buraco.
O procedimento apura crimes contra a administração pública e outros delitos correlatos.
Da Redação
Foto: Assessoria