Hoje, 14 de julho, percorri mais uma vez o canteiro de obras da Ponte Internacional Bioceânica. Confesso que caminhar por aquele local foi diferente de todas as outras visitas que fiz ao longo destes quatro anos. Cada passo carregava a certeza de que um sonho continental está prestes a se tornar realidade.
Amanhã, 15 de julho, os dois trens de avanço que partiram das margens brasileira e paraguaia finalmente irão se encontrar, unindo as duas pontas da passarela internacional. Não será apenas um encontro de concreto e aço. Será o abraço de dois povos, a ligação de duas nações e o nascimento de uma nova história para a América do Sul.
Desde o primeiro dia desta obra, estive presente registrando cada etapa. Vi o projeto sair do papel, acompanhei as primeiras fundações, os desafios impostos pelo imponente Rio Paraguai e também ouvi muitas dúvidas e descrenças. Houve quem acreditasse que essa ponte jamais seria concluída.
Mas eu nunca deixei de acreditar.
Minha câmera registrou cada avanço, cada conquista e cada momento que aproximou esse sonho da realidade. Amanhã, terei a honra de registrar aquele que considero um dos capítulos mais importantes dessa grandiosa empreitada: o instante em que Brasil e Paraguai estarão definitivamente unidos por uma obra histórica.
Sei que ainda restam etapas para a conclusão do complexo viário, prevista para o final deste ano, conforme o cronograma apresentado pelos engenheiros responsáveis. Mas a união das duas estruturas representa um marco irreversível. É a confirmação de que a Rota Bioceânica deixou de ser apenas um projeto para se transformar em uma realidade que integrará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, aproximando povos, fortalecendo economias e abrindo novos caminhos para o desenvolvimento.
Quero também expressar minha profunda gratidão à direção da obra, especialmente ao engenheiro René Gomez, que sempre recebeu nossa equipe com respeito, transparência e confiança, permitindo que registrássemos cada fase desta construção histórica.
Hoje fotografei uma ponte ainda separada por poucos metros.
Amanhã, registrarei uma única estrutura.
Hoje a imagem mostra duas margens.
Amanhã ela mostrará dois países unidos.
E tenho certeza de que Deus me concederá o privilégio de estar ali, mais uma vez, testemunhando um momento que ficará para sempre na história da integração sul-americana.
Por Toninho Ruiz
Foto: Divulgação