18 de Set, 2026
MS prevê 790 km de novas redes de esgoto e 80 mil ligações até 2028
17 de Set, 2026

Mato Grosso do Sul chegou a 82% de cobertura de saneamento, segundo dados reunidos pela Sanesul em setembro. No interior, o índice é de 80%, em um processo de expansão que já alcança dezenas de municípios e deve continuar com novas redes, ligações e estruturas previstas para os próximos anos.

Ao todo, o Estado soma aproximadamente 4,7 mil quilômetros de rede de esgoto implantada, sendo cerca de 1,4 mil quilômetros no interior. O levantamento também aponta 403.762 ligações de esgoto em Mato Grosso do Sul, das quais aproximadamente 87 mil estão nos municípios do interior atendidos pelo sistema.

O material informa ainda que cerca de 2,5 milhões de pessoas são atendidas e que dezenas de municípios já alcançaram índices considerados de universalização.

Entre as cidades que avançaram de índices próximos de zero para patamares superiores a 90% aparecem Selvíria, Itaquiraí, Sete Quedas e Ivinhema. Outros municípios, como Terenos, Brasilândia, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Figueirão, Rio Negro, Laguna Carapã e Paranhos, registraram avanços entre 37 e 50 pontos percentuais, segundo a nota.

Novas redes e ligações até 2028

A expansão deve continuar nos próximos anos. A previsão apresentada pela Sanesul contempla mais 790 quilômetros de rede de esgoto e aproximadamente 80 mil novas ligações entre 2027 e 2028.

Também estão previstas novas estruturas operacionais. O levantamento informa que 25 estações elevatórias de esgoto já foram entregues e outras 49 estão planejadas para os próximos anos.

Na área de tratamento, uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) está concluída e outras duas aparecem com mais de 80% das obras executadas, envolvendo Itaquiraí, Fátima do Sul e Taquarussu.

Saneamento pode gerar bilhões em benefícios

Além da ampliação do acesso, a universalização do saneamento também é associada a impactos econômicos e sociais.

Dados atribuídos ao Instituto Trata Brasil no material indicam que cada R$ 1 investido em saneamento pode gerar R$ 5,90 em retorno, considerando efeitos em áreas como saúde, turismo, produtividade e valorização imobiliária.

A estimativa apresentada é de aproximadamente R$ 26 bilhões em benefícios socioeconômicos para Mato Grosso do Sul entre 2025 e 2031.

Em uma projeção mais longa, até 2040, os ganhos podem chegar a R$ 40 bilhões.

A expansão da coleta e do tratamento de esgoto também tem efeito ambiental, principalmente pela redução do lançamento de resíduos nos cursos d'água, fator considerado relevante para a preservação de biomas como o Cerrado e o Pantanal.

Com novas obras previstas e municípios se aproximando de índices superiores a 90%, a estratégia apresentada é colocar Mato Grosso do Sul entre os primeiros estados brasileiros a alcançar a universalização do acesso à água e ao esgotamento sanitário.

Da Redação

Foto: Assessoria




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