O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Núcleo de Apoio às Vítimas (Navit), apresentou na sexta-feira (30/1), o Projeto Acolhida aos Municípios de Jardim e Guia Lopes da Laguna. O evento reuniu cerca de 40 pessoas entre autoridades regionais e pontos focais da rede de atendimento.
A iniciativa, apresentada pela Promotora de Justiça Renata Goya, estabelece a construção de um fluxo de atendimento voltado a familiares e vítimas de homicídio, feminicídio e latrocínio.
Para a Promotora de Justiça Laura Alves Lagrota, o projeto representa uma mudança de paradigma essencial. “Sair da lógica fragmentada de atendimento para construir uma rede verdadeiramente intersetorial de proteção às vítimas em Jardim e Guia Lopes da Laguna. Cada instituição enxerga as vítimas diretas e indiretas por um ângulo diferente, e dessa visão integrada nasce o atendimento efetivo. Este projeto não pertence a uma única instituição. Ele pertence à comunidade, a cada agente que compreende que sua atuação se fortalece quando articulada em rede. O senso de pertencimento é o que transforma protocolo em proteção real. O Projeto Acolhida é de todos porque a responsabilidade pela proteção das vítimas é de todos”, pontuou.
A Promotora de Justiça Lia Paim Lima detalhou os ganhos institucionais da proposta. “O projeto promove articulação coordenada entre sistema de justiça e rede de proteção, assegura acolhimento adequado às vítimas, providências céleres, acompanhamento contínuo, proteção integral e redução da revitimização”, detalhou.
Para a Defensora Pública Andrea Pereira Nardon, a iniciativa traz um olhar humanizado para Jardim e Guia Lopes. “A Defensoria é parceira, como faz em nível estadual”. O Prefeito de Jardim, Juliano Guga Miranda, classificou o projeto como um modelo de gestão: “É muito mais que um projeto, tem na essência o dever da administração pública de acolher e cuidar das pessoas em vulnerabilidade. É encantador e inovador, estamos felizes em participar”, frisou.
O Prefeito de Jardim, Juliano Guga Miranda, classificou o projeto como um modelo de gestão: “É muito mais que um projeto, tem na essência o dever da administração pública de acolher e cuidar das pessoas em vulnerabilidade. É encantador e inovador, estamos felizes em participar”. Já o de Guia Lopes da Laguna, Max Antônio Souza Morais, corroborou o compromisso da rede. “O desafio de unir tantos órgãos é imenso, estamos juntos, pois o esforço vale a pena”, finalizou.
O fluxo de atendimento é regido por Termos de Cooperação Técnica com vigência de 60 meses. Entre as obrigações pactuadas, o município deve realizar o levantamento de serviços de saúde, definir fluxos na assistência social e garantir a disponibilização ágil de vagas na Rede Municipal de Ensino para dependentes das vítimas. O acompanhamento será feito por meio de reuniões de trabalho bimestrais para monitoramento de indicadores.
Da Redação
Foto: Assessoria