O Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou inquérito civil para apurar o funcionamento de um balneário às margens do Rio Caracol, em Bela Vista.
A investigação é conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça e apura possível ocupação irregular de área de preservação permanente, além do funcionamento do empreendimento sem licenciamento ambiental.
A apuração começou após relatório de vistoria da Polícia Militar Ambiental. Segundo a fiscalização, o local funcionava como balneário de uso público sem a autorização ambiental exigida.
Fiscalização apontou som alto, lixo e estruturas improvisadas
Durante a vistoria, a PMA constatou aglomeração de pessoas, uso de som automotivo em volume elevado, descarte de resíduos sólidos e instalação de estruturas em área protegida.
O relatório também cita churrasqueiras, bancos e banheiros improvisados no local.
De acordo com a Polícia Militar Ambiental, a atividade é considerada potencialmente poluidora por envolver intervenção em recurso hídrico, ocupação de área natural e circulação intensa de pessoas.
A fiscalização apontou ainda risco de degradação ambiental, poluição sonora e impactos à fauna silvestre.
MP pede estudo técnico sobre possíveis danos
Para o MPMS, os fatos podem configurar, em tese, infrações previstas na Lei de Crimes Ambientais, como uso irregular de área de preservação permanente e exercício de atividade potencialmente poluidora sem autorização.
Entre as primeiras providências, a promotora de Justiça Dafne Prado Sabag solicitou estudo técnico ao Núcleo de Geoprocessamento do MPMS.
O levantamento deverá identificar a extensão dos possíveis danos ambientais, delimitar áreas degradadas, apontar imóveis eventualmente atingidos e auxiliar na identificação dos responsáveis pela ocupação irregular.
Com o inquérito, o Ministério Público busca reunir informações, perícias e documentos para definir as medidas cabíveis.
Da Redação
Foto: Assessoria