O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) participou, na manhã desta terça-feira (3), da inauguração da Unidade Municipal de Triagem de Resíduos Recicláveis “Guardiões da Natureza” e da Estação de Transbordo em Água Clara. A instituição foi representada pelo promotor de Justiça Luciano Loubet, diretor do Núcleo Ambiental.
A entrega das estruturas integra o projeto “Valoriza”, do MPMS, e coloca o município entre os primeiros do Estado a formalizar a contratação de catadores para prestação de serviços ambientais e gestão de resíduos sólidos.
Com a implantação da unidade, trabalhadores que atuavam em condições precárias no lixão passam a trabalhar em ambiente estruturado. Ao todo, 13 famílias passam a receber um salário mínimo, além da cobertura de despesas operacionais como água e energia.
"Há momentos na carreira em que ficamos muito felizes com o que é realizado. Em Água Clara, vemos catadores saindo de condições indignas nos lixões para uma unidade de triagem onde encontram dignidade e remuneração justa. Isso é o cerne do projeto Valoriza: valorizar o ser humano por trás da reciclagem", declarou o Promotor de Justiça Luciano Loubet.
O projeto parte do princípio de que os catadores prestam um serviço público essencial e, por isso, devem ser remunerados pelo poder público. Além da remuneração municipal, os trabalhadores também poderão obter renda com a venda dos materiais recicláveis.
Segundo o MPMS, o modelo também gera economia para o município, ao reduzir custos com transporte e aterramento de resíduos, além de contribuir para a preservação ambiental ao reinserir materiais recicláveis no ciclo produtivo.
Atualmente, Água Clara já possui 100% de cobertura da coleta seletiva porta a porta. O próximo desafio é ampliar a adesão da população para aumentar o volume de materiais destinados à triagem e garantir maior eficiência ao sistema.
O Ministério Público também trabalha para ampliar a renda da categoria por meio da chamada “cesta de rendimentos”, que inclui pagamento municipal, venda de materiais recicláveis, créditos de logística reversa e remuneração por serviços ambientais.
"O avanço agora é melhorar o crédito de logística reversa e viabilizar a contratação desses profissionais para prestarem serviços a grandes geradores. Nossa meta é que o Mato Grosso do Sul seja o primeiro Estado a realizar o pagamento de serviços ambientais via crédito de carbono diretamente para os catadores e catadoras", concluiu o diretor do Núcleo Ambiental.
Da Redação
Foto: Assessoria