12 de Ago, 2026
Inflação desacelera para 0,07% em julho e alimentos ficam mais baratos
12 de Ago, 2026

A inflação oficial do país desacelerou em julho e ficou em 0,07%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) havia registrado alta de 0,16% em junho. Com o resultado de julho, a inflação acumula 3,44% no ano e 4,44% nos últimos 12 meses.

No mesmo mês de 2025, o índice havia avançado 0,26%.

Um dos principais fatores para a desaceleração foi a queda dos preços de alimentos e bebidas, grupo que recuou 0,67% em julho.

Tomate cai 29% e ajuda a segurar inflação

A alimentação dentro de casa apresentou queda de 1,14%.

Entre os produtos que ficaram mais baratos, o tomate teve redução de 29,09%, maior impacto negativo no índice do mês.

Também foram registradas quedas na batata-inglesa, de 19,59%, na cenoura, de 14,41%, e no café moído, de 2,45%.

Os dados acompanham o movimento identificado pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Conab e pelo Dieese.

Em julho, o custo dos alimentos básicos caiu em 26 das 27 capitais pesquisadas. Apenas São Luís registrou aumento, de 0,3%.

Campo Grande registra desaceleração

Campo Grande esteve entre as áreas pesquisadas pelo IBGE que registraram redução do IPCA na comparação com junho.

Ao todo, 14 localidades pesquisadas apresentaram desaceleração no índice mensal.

Em algumas cidades, como Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador e Belém, houve deflação, quando a média dos preços apresenta queda em vez de aumento.

Combustíveis ficam mais baratos

O grupo Transportes avançou 0,05% em julho, pressionado principalmente pela alta de 11,67% nas passagens aéreas.

Os combustíveis, por outro lado, recuaram 1,44%.

O etanol caiu 2,26%, a gasolina teve redução de 1,37%, o diesel recuou 1,22% e o gás veicular apresentou queda de 0,08%.

Habitação pressiona índice para cima

Enquanto alimentos e combustíveis ajudaram a conter a inflação, o grupo Habitação teve alta de 0,99% e exerceu o maior impacto positivo sobre o IPCA de julho.

Saúde e cuidados pessoais também registraram aumento, de 0,40%.

Já o grupo Vestuário apresentou queda de 0,66%.

INPC registra deflação

O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais relacionado às famílias de menor renda.

O indicador apresentou variação negativa de 0,01% em julho, após alta de 0,14% em junho.

No acumulado do ano, o INPC registra avanço de 3,50%. Em 12 meses, a alta é de 4,10%.

Os produtos alimentícios tiveram redução de 0,74% no mês, enquanto os itens não alimentícios subiram 0,23%.

Da Redação

Foto: Assessoria




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