O Espaço Brasil, organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) durante a COP15, em Campo Grande, encerrou suas atividades nesta sexta-feira (27) com balanço positivo. A estrutura recebeu mais de mil participantes ao longo de cinco dias de programação.
O chefe de gabinete e secretário nacional substituto da Secretaria de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais, Carlos Eduardo Marinello, avaliou que o espaço cumpriu seu objetivo de ampliar o debate sobre conservação ambiental. “A gente pode dizer com muita tranquilidade que atingimos totalmente os nossos objetivos e que o espaço foi um grande sucesso”, afirmou.
Ao todo, foram realizados 26 eventos, com média de seis atividades por dia, reunindo representantes de instituições, projetos, comunidades e diferentes setores da sociedade.
Segundo Marinello, o espaço funcionou como uma vitrine das iniciativas brasileiras e ampliou a participação social nos debates da conferência. “A gente entende que os debates que aconteceram aqui promoveram não só o fortalecimento [...] sendo, portanto, um espaço mais amplo para participação de uma sociedade”, destacou.
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Debates sobre espécies migratórias e habitats
A programação abordou temas centrais da COP15, como a proteção de espécies migratórias e seus habitats. Entre os destaques estiveram as aves migratórias, a onça-pintada e os peixes de água doce.
“Nós pudemos discutir uma série de questões que envolvem as espécies migratórias, com destaque para aquelas que estão sendo destaque em toda a COP”, explicou Marinello.
Também foram debatidos ambientes estratégicos para a conservação, como áreas alagadas e ecossistemas marinhos, fundamentais para rotas migratórias.
Além dos painéis, o Espaço Brasil também serviu como ponto de articulação entre diferentes atores. O local reuniu representantes de governos, organizações internacionais, pesquisadores e lideranças sociais.
“Propiciou um espaço de articulação entre essas organizações, entre lideranças e entre representações de órgãos públicos internacionais”, afirmou.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a proposta do espaço foi complementar a programação oficial da COP15, ampliando a visibilidade de iniciativas brasileiras e fortalecendo a construção de soluções para a conservação da biodiversidade.

Da Redação
Foto: Assessoria