A conservação da onça-pintada (Panthera onca) e os desafios da convivência com populações humanas foram temas de debates no Espaço Brasil durante a COP15, realizada nesta quinta-feira (26), em Campo Grande.
Representantes do Ministério do Meio Ambiente destacaram que a preservação da espécie depende da manutenção de corredores ecológicos entre países e do fortalecimento da educação ambiental.
“A onça simboliza a força da natureza e é um indicador vital. Onde há onça, há conservação. Por ser uma espécie transfronteiriça, a sua inclusão na CMS é fundamental para articular o trabalho entre os países vizinhos e garantir que os esforços de um território não sejam isolados”, afirmou o presidente da COP15 e secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco.
O painel abordou a situação de populações consideradas críticas, principalmente na Mata Atlântica e na Caatinga, onde a perda de habitat e os conflitos com a pecuária são as principais ameaças.
No Brasil, a onça-pintada está classificada como vulnerável e enfrenta riscos como abate retaliatório, incêndios e isolamento de populações.
Como resposta, o governo e parceiros apresentaram ações em áreas de fronteira, como no Parque Nacional do Iguaçu. Na região, iniciativas de educação ambiental e orientação a produtores rurais têm contribuído para reduzir conflitos.
“O Brasil trabalha para garantir que a proteção da onça-pintada vá além das unidades de conservação, integrando as paisagens produtivas e as comunidades que vivem no entorno destes santuários”, reforçou Capobianco.
Segundo os dados apresentados, a mudança de comportamento de produtores, com maior tolerância à presença do animal, tem contribuído para a recuperação da espécie em áreas de conexão entre Brasil e Argentina.
Da Redação
Foto: Assessoria