24 de Fev, 2026
Eduardo Riedel defende agenda de reformas estruturantes e projeta polarização em 2026
24 de Fev, 2026

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), defendeu a construção de uma agenda “estruturante” para o país e antecipou o posicionamento político para as eleições de 2026. As declarações foram dadas em entrevista ao programa CB.Poder, parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília, exibida nesta terça-feira (24).

Na conversa com os jornalistas Denise Rothenburg e Carlos Alexandre de Souza, Riedel afirmou que é pré-candidato à reeleição no Estado e que participa da articulação de uma coalizão de centro-direita formada por partidos como PL, PP, União Brasil, Republicanos, PSDB, MDB e PSD.

Ao comentar o cenário nacional, o governador avaliou que a disputa presidencial deve ser polarizada. “Será uma eleição contra o PT, que deverá ter candidatos ao governo e ao Senado. Não vejo como não haver polarização novamente. Acredito que veremos o presidente Lula e o PT contra um adversário, e eu apoiarei o adversário do presidente Lula ou o candidato que estiver posicionado no campo da direita; esse será o nosso palanque em Mato Grosso do Sul”, reafirmou.

Riedel também afirmou não enxergar espaço para uma “terceira via”, mas sim a consolidação de candidaturas dentro do campo da direita. “Ainda há muito caminho pela frente, mas desse grupo, provavelmente um, dois ou até três (candidatos de direita) estarão no primeiro turno. No segundo turno, a disputa deve se polarizar entre um candidato da direita e outro, provavelmente, da esquerda. E o nosso candidato será o da direita”, explicou.

Durante a entrevista, o governador defendeu a retomada de debates estruturais no país. “Acordamos hoje com uma decisão do ministro Gilmar Mendes em relação ao Judiciário, mas são questões pontuais. Muitas vezes falta uma elaboração maior para reformas administrativa, previdenciária ou política. O Brasil precisa pensar nisso", disse.

Ele acrescentou que o debate público nacional tem sido dominado por disputas narrativas e citou a necessidade de maior profundidade nas discussões. “Esse processo de construção é o que falta no debate nacional. Vejo a senadora Tereza e outros quadros qualificados que estão um pouco oprimidos por narrativas políticas intensas. Acredito que podemos mudar essa história com discussões mais qualificadas”, ressaltou.

Riedel também afirmou que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) tem condições de disputar cargos majoritários em nível nacional e citou outros nomes da direita como possíveis candidatos à Presidência.

“São candidatos liberais na economia que buscam uma nova visão de país, e não apenas focados em narrativas antigas. O discurso recente do presidente mostra conceitos de vinte anos atrás, mas a sociedade e o mundo mudaram completamente”, declarou.

 

Da Redação

Foto: Assessoria




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