19 de Fev, 2026
Deputado Pedro Kemp homenageia cientista da UFRJ por avanço que devolve movimentos a pacientes
19 de Fev, 2026

Uma pesquisa liderada pela professora Tatiana Coelho de Sampaio, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), desenvolveu uma proteína experimental chamada polilaminina, capaz de estimular a reconexão de neurônios danificados em lesões na medula espinhal. O avanço permitiu que pacientes paraplégicos e tetraplégicas recuperassem movimentos após usar a vacina. E hoje, durante a sessão da Assembleia Legislativa de MS, o deputado estadual Pedro Kemp (PT) apresentou Moção de Congratulação à cientista.

"Tatiana Coelho Sampaio é bióloga e chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. Nossa Moção é pelo relevante avanço científico alcançado em sua trajetória de pesquisa e pela contribuição de grande impacto para a ciência brasileira. Pessoas paraplégicas e tetraplégicas agora terão seus movimentos. É um orgulho nacional, ciência produzida no Brasil que demonstra qualidade e relevância”. disse Kemp.

Em Mato Grosso do Sul, o militar de apenas 19 anos,  Luiz Otávio Santos Nunez é o paciente mais jovem a receber a polilaminina no Brasil e o primeiro de Mato Grosso do Sul. O jovem é militar do Exército Brasileiro e ficou tetraplégico após um acidente com arma de fogo em outubro do ano passado. Após a alta hospitalar, ele irá realizar fisioterapias em casa com equipe multidisciplinar na esperança de retomar os movimentos.


Luiz Otávio disse à imprensa que voltou a movimentar a ponta de um dos dedos da mão 12 dias após a aplicação da proteína, que ocorreu no Hospital Militar de Campo Grande.
Para ter acesso ao medicamento, ainda em fase experimental, ele precisou recorrer à Justiça. A proteína está em estudos clínicos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “É algo mínimo, é um movimento pequeno, só que é algo que eu não via antes. E eu tinha comentado com a minha mãe que eu não conseguia mexer a ponta do dedo indicador igual mexia dos outros dedos, e agora [desde o último domingo (1)] eu consigo mexer a ponta”, disse Luiz Otávio ao G1.


A polilaminina vem sendo estudada há mais de 20 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O composto é uma versão recriada em laboratório da laminina, proteína presente no desenvolvimento embrionário e ajuda os neurônios a se conectarem

Em lesões na medula, como a de Luiz Otávio, os sinais elétricos do cérebro deixam de chegar ao corpo porque as fibras nervosas são rompidas. A atuação da polilaminina é ajudar essas fibras a crescer novamente e restabelecer parte da comunicação.


O jovem também disse que passou a sentir movimentos nos nervos das pernas, que foram afetadas e perderam a sensibilidade e movimentação após o acidente. A fisioterapia tem sido essencial para a auxiliar na recuperação de Luiz Otávio.

Da Redação

Foto: Assessoria




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