Moradores de Coxim têm a chance de aderir a um novo modelo de cobrança na conta de energia elétrica que pode manter o mesmo valor mensal durante até um ano, independentemente do aumento no consumo. O Plano Fixo, projeto piloto lançado pela Energisa em parceria com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), está disponível para adesão até sexta-feira, dia 23 de janeiro, e promete ajudar famílias a se organizarem melhor financeiramente.
Além de Coxim, outras sete cidades de Mato Grosso do Sul participam da fase experimental: Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Corumbá, Paranaíba, Nova Andradina e Aquidauana. A proposta é simples: o cliente paga um valor fixo por mês com base no consumo médio dos últimos 12 meses. Assim, evita variações na fatura, comuns durante o verão, quando o uso de ventiladores e ar-condicionado costuma aumentar significativamente.
Segundo a Energisa, o objetivo é dar ao consumidor mais estabilidade e previsibilidade, sem surpresas no orçamento. "O valor da fatura é definido a partir do consumo médio de cada cliente. Queremos entender se o consumidor prefere uma conta estável, sem surpresas, mesmo em períodos de maior uso", explica Rodrigo Santana, diretor de Regulação e Estratégia da empresa.
A adesão ao plano é totalmente digital e pode ser feita via aplicativo Energisa ON ou no site energisa.com.br. A empresa está entrando em contato com os clientes por SMS e WhatsApp, garantindo que as mensagens são seguras e fazem parte do projeto autorizado pela Aneel.
O plano é exclusivo para consumidores residenciais com pelo menos 12 meses de histórico de consumo, que não sejam beneficiários da Tarifa Social nem possuam geração própria de energia. Não há taxa extra para aderir, e o cliente pode cancelar a qualquer momento, voltando ao modelo tradicional.
Quem aderir ao Plano Fixo ainda pode escolher o prazo para o acerto entre o valor fixado e o consumo real: trimestral, semestral ou anual. Se consumir menos energia, ganha crédito na conta; se consumir mais, paga a diferença no período definido.
Em 2026, a expectativa é que o modelo seja expandido para outras regiões do país. O projeto faz parte do Sandbox Tarifário da Aneel, um ambiente regulatório que permite testar modelos usados em países como Alemanha, Estados Unidos e Japão.
Da Redação
Foto: Assessoria