O município de Costa Rica ficou em 2º lugar no ranking de desempenho educacional da Ratma (Rede de Assistência Técnica para Monitoramento e Avaliação dos Planos Municipais), vinculada ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS). O levantamento aponta que apenas três cidades do Estado atingiram nível considerado “bom” no cumprimento das metas educacionais, com índices entre 52% e 54%.
Segundo o prefeito de Costa Rica, delegado Cleverson Alves dos Santos, o resultado indica avanço das políticas educacionais no município. Ele destacou que o desempenho está relacionado a investimentos em valorização dos professores, melhorias na estrutura das escolas e estratégias pedagógicas.
O estudo analisou os planos municipais e estadual de educação com base nas metas do Plano Nacional de Educação. Entre os indicadores avaliados estão alfabetização, acesso à escola e valorização dos profissionais da educação.
Entre os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, a maior parte apresenta desempenho classificado entre regular e crítico. Além disso, 16 prefeituras não declararam dados ao Tribunal de Contas.
Costa Rica também aparece entre as dez cidades do Estado que cumpriram a meta de alfabetização das crianças até o final do 3º ano do ensino fundamental. No total, apenas 12,7% dos municípios atingiram os indicadores de proficiência em leitura e escrita ao final do 2º ano, indicando desafios para a maioria das redes públicas de ensino.
O levantamento aponta ainda que somente quatro municípios conseguiram garantir que os alunos concluíssem o 2º ano do ensino fundamental com domínio das operações matemáticas básicas. O relatório não detalha quais são essas cidades.
Para a secretária municipal de Educação, Maria Almeida, o resultado reflete o trabalho desenvolvido pela rede municipal de ensino.
“Quando a educação avança, quem ganha é toda a sociedade, especialmente as crianças que terão mais condições de aprender e construir um futuro melhor”, destacou.
O relatório também aponta desafios enfrentados pelos municípios, como limitações de infraestrutura, restrições orçamentárias, rotatividade de equipes técnicas e dificuldades na organização de dados educacionais.
As informações foram divulgadas pelo portal CampoGrandeNews e devem subsidiar recomendações do Tribunal de Contas aos gestores municipais e estaduais para aprimorar as políticas educacionais e melhorar os índices de aprendizagem no Estado.
Da Redação
Foto: Assessoria