A Prefeitura de Costa Rica apresentou, na última sexta-feira (29), o relatório de prestação de contas da Saúde referente ao primeiro quadrimestre de 2026. A audiência pública foi realizada na Câmara Municipal e detalhou os investimentos, indicadores de atendimentos e a execução orçamentária do Sistema Único de Saúde (SUS) entre janeiro e abril deste ano.
Durante a apresentação, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o município aplicou R$ 19 milhões na área, valor equivalente a 35,7% das receitas de impostos e transferências constitucionais — percentual superior ao mínimo constitucional de 15%.
Segundo os dados apresentados, as despesas liquidadas no período chegaram a R$ 13,2 milhões, sendo R$ 9,1 milhões destinados à assistência hospitalar e ambulatorial e outros R$ 4,8 milhões aplicados na atenção básica.
A audiência foi conduzida pelo secretário municipal de Saúde, Daniel Rayckson Lemos Santos, e contou com a participação do vice-prefeito Roni Cota, vereadores, representantes da Fundação Hospitalar, coordenadores da saúde e membros do Conselho Municipal de Saúde.
Aumento nos atendimentos e ocupação da UTI
O relatório apontou crescimento na demanda pelos serviços de saúde do município. As consultas médicas no pronto-socorro passaram de 13.298 no primeiro quadrimestre de 2025 para 14.265 em 2026.
A taxa de ocupação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) também aumentou, saindo de 46% para 64,7% no período analisado. Já as internações hospitalares chegaram a 709 registros entre janeiro e março deste ano, tendo como principais causas traumas, procedimentos cirúrgicos e pneumonia.
Outro destaque apresentado foi o serviço regional de hemodiálise, que atende pacientes de Costa Rica, Chapadão do Sul, Figueirão, Paraíso das Águas e Alto Taquari. Em abril, o serviço contabilizou atendimento a 51 pacientes.
Atenção básica mantém cobertura total
Conforme os dados da Secretaria de Saúde, a atenção primária segue com cobertura de 100% do território municipal, estruturada em sete equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) distribuídas em cinco unidades.
As visitas domiciliares cresceram de 52.857 em 2025 para 93.241 neste ano. As consultas médicas na atenção primária também aumentaram, passando de 14.531 para 15.668 atendimentos.
Na área preventiva, houve aumento nos exames de Papanicolau, que passaram de 480 para 747 procedimentos, além do crescimento nas inserções de DIU, que subiram de 36 para 47.
Queda na vacinação preocupa gestão
Entre os pontos de atenção apresentados durante a audiência está a redução da cobertura vacinal. A vacinação contra pólio caiu de 94% em 2025 para 64,88% em 2026. Já a cobertura da vacina Pentavalente reduziu de 93% para 77,02%.
Por outro lado, os casos confirmados de dengue diminuíram de 170 no ano passado para 71 registros neste ano.
Vereadores destacam fiscalização e investimentos
Durante a audiência, autoridades municipais destacaram os investimentos realizados na saúde pública e os desafios enfrentados pela rede.
O vice-prefeito Roni Cota afirmou que o município mantém investimento elevado no setor.
“Esse é o melhor investimento que um gestor público pode fazer. Investir em saúde é investir nas pessoas”, afirmou durante a audiência.
Ao encerrar a apresentação, o secretário Daniel Rayckson destacou o trabalho das equipes da saúde e dos agentes comunitários.
“Os agentes comunitários de saúde e os agentes de endemias são a ponta de lança da saúde. São eles que estão diariamente próximos da população e identificam as principais demandas do município”, declarou.
Da Redação
Foto: Assessoria