A conectividade ecológica foi tema de debates durante eventos paralelos da COP15, realizada nesta quarta-feira (25), em Campo Grande. O conceito trata da ligação entre áreas naturais, permitindo o deslocamento de espécies e a preservação da biodiversidade.
Durante o encontro, o chefe de gabinete e secretário nacional substituto do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Eduardo Marinello, destacou o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na preservação desses corredores ecológicos.
“Os povos tradicionais se relacionam de forma diferenciada com os territórios e são os principais usuários diretos dos recursos naturais. A presença dessas comunidades evita a ocupação por aqueles que buscam o uso ilícito da terra, funcionando como guardiãs da conectividade”, afirmou.
A estratégia adotada pelo Brasil foi mencionada na abertura da COP15 e recebeu avaliação positiva da secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel. “Esta agenda da conectividade está, de fato, inserida na política. É uma grande vitória ver este tema incorporado nos esforços do Governo do Brasil”, destacou.
A conectividade entre ecossistemas é considerada essencial para a sobrevivência de espécies migratórias. Animais como tartarugas-marinhas dependem de ambientes integrados para completar seus ciclos de vida.
Em ambientes terrestres e de água doce, obstáculos como estradas, barragens e áreas urbanas podem fragmentar habitats, dificultando a reprodução e o fluxo genético das espécies.
Com o lema “Conectando a natureza para sustentar a vida”, a COP15 reúne representantes de diversos países para discutir estratégias de conservação e uso sustentável da biodiversidade.
Da Redação
Foto: Assessoria